Quinto filme da série estreiou nesta quarta-feira (11).
Fãs esperavam atores desde a noite de domingo.
O protagonista da saga de Harry Potter, Daniel Radcliffe, deixou nesta segunda-feira (09) as marcas de seus pés, de suas mãos e da varinha mágica do personagem na calçada da fama de Hollywod, para promover o quinto filme da série, “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, que estréia nesta quarta-feira (11).
“Acho que é algo incrível. Não posso acreditar que nos pediram algo assim. Sinto-me tão lisonjeada”, repetiu várias vezes a atriz Emma Watson, junto com Radcliffe e Rupert Grint – os três jovens magos da popular saga que a partir desta segunda-feira estão imortalizados na calçada de Hollywood.
As marcas das seis mãos, dos seis pés, das três varinhas mágicas e dos nomes dos três atores acompanharão as de várias lendas de Hollywood – desde Elizabeth Taylor, Sophia Loren e Bette Davis a astros contemporâneos, como R2-D2 e C-3PO de “Star wars” – gravadas em frente à porta do teatro Grauman, mais conhecido como o Teatro Chinês da popular “calçada das estrelas”.
“Gostaria de deixar as marcas junto às de John Wayne”, comenta Radcliffe.
Os três jovens britânicos foram incapazes de esconder a alegria do ato, encorajados também pelos gritos do público que desde a noite de domingo se reunia no coração de Hollywood.
Vinham dos fãs que os viram chegar pelo tapete vermelho à festa de estréia em Los Angeles do primeiro filme da série de “Harry Potter” e que hoje se reuniram de novo para apoiá-los com aplausos e gritos.
“O público americano sempre foi muito bom conosco”, afirmou na estréia a jovem Watson.
Como prova deste apoio estão os US$ 3,5 bilhões de bilheteria que os quatro filmes de “Harry Potter” arrecadaram. Ou os 325 milhões de exemplares vendidos dos seis livros publicados até o momento sobre o aprendiz de mago que tem uma cicatriz em formato de raio na testa, editados em 64 idiomas em cerca de 200 países.
São números que continuarão crescendo porque a cerimônia em Hollywood é apenas o prenúncio de uma estréia mundial que chega aos cinemas na próxima quarta-feira (11).
E antecede em duas semanas o momento mais esperado na “Pottermania”: o lançamento do sétimo e último livro da saga que J. K. Rowling criou há dez anos.
“É excitante escutar todas as teorias sobre quem vai morrer. Pode ser que seja você”, brincou Grint com Radcliffe, que fingiu surpresa diante de uma possível morte na história.
Watson é incapaz de assimilar tal futuro para seu personagem: “Estou tão convencida de que Hermione vai se salvar que quando me falaram do rumor de que ela pode morrer no novo livro só consegui dizer não, não, não”, disse entre risos, brincando com seus companheiros.
Como garantiu o produtor David Heyman, à frente da série de filmes desde o primeiro deles, “os três garotos estão notavelmente livres de todo cinismo e arrogância” que costumam apresentar os jovens atores e descreveu Radcliffe, Watson e Grint como “tão humildes e normais” como as crianças que conheceu em “Harry Potter e a pedra filosofal”.
Como se quisessem reforçar estas palavras, enquanto o público aclamava os três jovens como heróis do século 21 eles não deixaram de falar sobre seus verdadeiros heróis.
“David Beckham já está aqui? Esse sim salvou o mundo do futebol”, afirmou Radcliffe com os olhos arregalados diante da simples menção do jogador britânico, que a partir deste ano jogará com a equipe Galaxy de Los Angeles.
E se a varinha mágica fosse capaz de lhes conceder um desejo, a resposta é simples.
“Ser uma dessas dez únicas pessoas que leram o sétimo livro”, afirmaram quase que em uníssono, com a cabeça já no novo volume da série, intitulado “Harry Potter e as relíquias da morte”, sem pensar que seus fãs queriam ser um deles três.
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